VARIEDADES
Funcionárias projetaram diversos temas nas paredes da escola durante a pandemia
   
Durante a pandemia, funcionárias foram desafiadas a colorir a escola Nossa Senhora da Glória através da pintura.

Por
15/01/2021 15h30

Quem passa pela fachada e adentra o pátio da Escola Municipal Nossa Senhora da Glória no centro de Sinimbu, logo percebe as pinturas e desenhos nos muros e paredes que estão colorindo a escola. A maioria nem imagina, mas este trabalho foi realizado pelas serventes da escola. Em tempos de pandemia assim como os alunos e professores os serventes das escolas também tiveram que se adaptar a uma nova rotina. No início da pandemia, quando tudo ainda era incerto e ainda havia a expectativa de retorno das aulas as funcionárias da escola iniciaram realizando a limpeza pesada da escola o que se torna complicado durante o ano letivo com a presença das crianças. Com o passar dos dias e o não retorno das aulas elas começaram a realizar outras tarefas na escola, como trabalhos de jardinagem e revitalização da horta escolar. 
A diretora do educandário Claisi Behling, conta que as funcionárias são sempre muito participativas nas ideias que surgem. E foi assim em uma tarde que ela estava saindo da escola que surgiu a ideia de pintar as paredes. “Algumas paredes externas já possuíam pinturas que foram realizadas pelas professoras Janete Froemming com turmas de oficinas e Sandra de Lima com a turma de correção de fluxo. E em uma tarde em que estava saindo da escola lancei o desafio para as gurias de que aquelas paredes deviam ser finalizadas, e quando cheguei em casa elas já haviam me enviado sugestões de desenhos para serem pintados na parede”, detalha a diretora.
As funcionárias começaram com os desenhos e pinturas nas paredes em meados do mês de maio do ano passado, intercalando as tarefas diárias da escola com a atividade de pintura e revitalização do pátio. Ao todo foram seis funcionárias envolvidas na atividade. As tintas e materiais usados por elas foram fornecidos pela escola e algumas tintas doadas pela prefeitura e comércios locais. Uma das serventes, Ângela Jackish conta que a parte mais difícil do processo foi o início. “A parte mais complicada foi o começo, pois tínhamos receio do resultado, se realmente conseguiríamos fazer os desenhos, se daria certo. Mas depois que começamos pegamos o gosto e sempre queríamos fazer mais”, comenta Ângela.  Elas relatam ainda que os modelos de desenho e inspirações foram tirados de sites na internet, e todas participaram de todos os processos e que assim passaram por vários momentos de muita aprendizagem e convivência mais intensa o que não acontecia em tempos “normais”, devido à correria das tarefas do dia a dia com as crianças. A funcionária Juliane Bohrz, complementa contando que a maioria das pessoas chegam à escola elogiando as pinturas e questionam quem as fez, e quando revelam que foram elas ficam extremamente surpresas com a capacidade que tiveram de criar estes quadros. “Há alguns dias um casal de Vera Cruz esteve aqui e elogiaram muito nossas pinturas, a mulher relatou ainda que também trabalha em uma escola da cidade e pediu autorização para fotografar para que pudesse levar a ideia a sua escola também”, revela Juliane. 
Além da pintura dos muros, revitalização do pátio e da horta escolar as serventes ainda se desafiaram no aprendizado de peças de artesanato. Cada uma tinha domínio de alguma técnica de artesanato como crochê, técnicas com biscuit e arte em porongo. E durante o período do ano passado elas acabaram compartilhando os conhecimentos que tinham sobre as técnicas entre si e as peças confeccionadas por elas se tornaram prêmios da rifa da escola. A diretora Claisi enfatiza que todo o trabalho foi feito pelas serventes. “Todo o trabalho foi feito pelas gurias, nós não auxiliamos em praticamente nada, as ideias foram delas e elas mesmas colocaram tudo em prática”, finaliza.
 

   

  

menu
menu