Moradores questionam  sobre consumo de água

Moradores questionam sobre consumo de água

Hidrômetros têm registrado consumo acima do normal.

Nos últimos dias, alguns moradores de Sinimbu ficaram surpresos ao receberem suas contas de água. O fato não é nem o valor cobrado pela água e sim, o consumo. Em tempo de estiagem, alguns moradores questionaram nas redes sociais e também na Câmara de Vereadores, o motivo do aumento tão expressivo do consumo em tempo de racionamento.
Em outubro do ano passado, a Câmara de Vereadores de Sinimbu aprovou o Projeto de Lei que instaurava um novo formato de cobrança de água. “Implementamos uma justiça tributaria e ecológica, na qual quem gasta mais paga mais, e quem economiza no consumo de água, além de contribuir com o meio ambiente, recebe uma conta menos salgada no final do mês. Com o novo formato, o contribuinte paga uma taxa fixa por mês conforme a classificação de sua economia (comercial, residencial, etc). Além disso, ele paga o metro cúbico consumido”, explica a Administração Municipal.
No entanto, o que a comunidade reinvidica e também foi pauta da última sessão da Câmara, é que os moradores podem estar pagando pelo ar que há nas tubulações de água. “Meu questionamento não é sobre o novo formato de cobrança e sim sobre o ar do sistema de água que faz o “consumo” ser elevado. Foi comprovado que o ar que fica no sistema, sempre quando os responsáveis pelo fornecimento da mesma desligam os registros. É esse ar faz rodar o relógio mesmo quando não há consumo de água.Nosso consumo era em média 12 metros cúbicos e no último mês foi para 49. Com certeza houve erro sobre essa questão. As providências já devem estar sendo tomadas pela prefeitura. Já protocolamos uma solicitação junto ao setor responsável”, comenta o sinimbuense Rafael Zanatta.
Empresários do município também estiveram presentes na sessão, dentre eles, Jackson Rabuske, que expôs aos vereadores alguns itens que estava gerando questionamento e dúvidas, dentre eles, qual seria a base legal definida para cobrança de mais taxas em um mesmo relógio. “Fomos a Câmara para ajustarmos alguns pontos que na lei achamos que prejudicam os contribuintes”, destaca.
Referente a suposta existência de ar nos canos, o que poderia estar ocasionando o consumo elevado, a Administração Municipal afirmou que está avaliando a situação.”Não é de conhecimento da Administração Municipal nem a situação, nem a existência de um estudo efetivo de que um redutor de ar seja uma solução 100% eficaz. Mas, a colocação de redutores após o hidrômetro é uma opção do contribuinte e segundo a Administração Municipal, pode ser colocado pelo mesmo. Cabe ressaltar ainda que o assunto está sendo remetido ao Setor de Engenharia para avaliação dos técnicos – engenheiros municipais – que certamente, se identificado a existência do problema, poderão avaliar soluções”, informou a assessoria de imprensa do município.

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