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O menino, o violino e o trovão

Johannes Josué Raenke Ertel – Estudante.

Terra, um pequeno planeta localizado na divindade do Sistema Solar. A Terra é o meu lar. Mas quem sou eu? Eu sou um pequeno ser que habita esse planeta e lhes contarei uma história. Uma história que nasceu num cantinho da Terra, no vilarejo de Sinimbu, hoje meu município. Oh Sinimbu, com seus misteriosos bosques, suas sinuosas estradas de chão batido, seus calmos campos floridos, seu aconchegante rio e um lindo manto de morros que o abraça. Essa história que agora ouvirão é tão velha quanto à guerra e tão triste quanto ela.

Naquela primavera, as chuvas começaram frágeis e finas e foram ficando fortes e destrutivas. Certa manhã em especial, o vilarejo acordou estranho, com certa sensação de medo, medo do que viria a acontecer, pois nessa manhã já haviam se passado exatas 39 noites e 40 dias que o Sol pouco aparecia.

De repente ouviu-se um trovão. Um trovão que veio do chão, um trovão que veio da represa, represa que por acaso não foi feita pelo homem, mas sim pela natureza. Esta, devido às chuvas torrenciais, fez grandes avalanches com terras dos morros, que por uma triste eventualidade escondiam as águas que naquele dia chegariam para fazer nossa história com a grande enchente que inundaria a vila de Sinimbu de medo e de dor. Naquele fatídico dia os morros choraram densas lágrimas das amarguras das chuvas.
Papai, que cuidava de Harry, meu irmão, em suas poucas semanas de vida, ao ouvir o badalar dos sinos, que avisavam a cidade do perigo, sabia que teria que nadar pela vida do pequeno Harry. Em menos de cinco minutos a água chegou ao meu quieto vilarejo, destruiu a parede de minha casa e meu pai começou a nadar, mas não adiantou, pois se enroscou em algo.

Talvez naquele dia Deus quisesse levar uma alma jovem e inocente. E levou! Pois meu pai, ao se salvar, perdeu meu irmão naquele denso e gigante rio de águas. Parece que vi aquele minúsculo corpinho sumindo na escuridão das águas. Meus pais não puderam oferecer um funeral para Harry. As águas baixaram e seu corpo não foi encontrado. Sei que ele ainda dorme nas margens do rio, ouvindo a sinfonia das águas. O sofrimento de minha mãe era interminável, muitas noites acordava com os seios vertendo leite, sentava-se ao lado do bercinho de Harry e chorava profundamente a dor de saber que não mais poderia acalentá-lo em seus braços e amamentar aquele anjo que a água levou. A fúria do rio levou de tudo: nossos entes queridos, animais, plantações e vários documentos das vidas das pessoas.

Naquele ano, os bosques choraram, as estradas alagaram as flores não nasceram em seus campos, nosso rio não era mais tão acolhedor e nos passava medo. Nosso lindo manto de morros, que havia perdido parte de sua beleza, apenas ecoava as tristezas de nosso vilarejo que chorava pelas vidas que de lá foram perdidas para as águas cruéis.
Ao me ouvirem devem imaginar como dessa enchente eu me salvei. Eu não precisei me salvar, pois essa tragédia ocorreu em 1919 e eu nasci em 1924. Porém, ao ouvir essa história, fiquei com um grande medo: medo de trovão. Pessoas têm medo de escuro, medo de aranha, eu não, meu medo era de trovão.
Desde meus seis anos já tocava violino, no início fui obrigado, mas depois, tocá-lo virou meu mais divertido passatempo. Assim que chegava da escola já começava a ensaiar meu violino. Só que, por conhecer essa triste história da minha família, se eu estivesse tocando ou fazendo qualquer outra coisa e começasse a chover, parava tudo e ia para o lado de meu pai que, para me acalmar, tocava doces melodias de Bach, Beethoven e para me fazer adormecer tocava Berceuse de Johannes Brahms. Nessas horas, o sono aliviava minhas lembranças.

Ah, meu violino! Doce companheiro de momentos de tristes lembranças. O violino, para mim, significava muito, mas sua peça secundária era demais: seu arco, que para mim, em certos momentos, virava uma espada e eu, um forte cavaleiro medieval, lutava contra o temido trovão, um bruxo do mal.
Com um pouco mais de idade, era levado por meus pais para os encontros da sociedade de atiradores. Ao ouvir o som daqueles tiros, imaginava que eram a melodia dos trovões, e que era só o começo de mais uma trágica história.

Com o tempo, meu medo foi diminuindo até que desapareceu, mas quando um medo some, surge outro e com esse medo perdido ganhei medo de guerra, pois com a segunda grande guerra muitas famílias não veriam seus filhos voltando para casa.

Hoje eu aprendi a apreciar a música graças ao meu pai. Aprendi a sofrer, pois a enchente da vida levou três das bênçãos que Deus me dera, mas o mais importante foi que aprendi que para se viver serenamente deve-se saber entender seus medos. Há, no entanto, um medo que ainda tenho. Mesmo com noventa anos, tenho um medo: medo de morrer sem que conheçam essa história e de que todos esses fatos se percam no tempo.

Oh! Triste som do trovão, anúncio de tempestade, que um dia trouxe a enchente, que destruiu nossa cidade.

OBS: Este texto foi produzido, com entrevista, gravada com o objetivo de participar e competir na olimpíada de Língua Portuguesa. O texto e a entrevista foram feitos em 2014, sendo que na época o autor do texto Johannes Ertel tinha 12 anos de idade e o entrevistado 90. Ao ouvir o texto pronto, o Sr. Lothar Wünsch ficou muito impressionado, honrado e encantado com a forma como foi contada a história. Queremos com este texto reconhecer a influência e incentivo que o saudoso Sr. Lothar Wünsch deixou para que a nossa família buscasse inspiração e se determinasse a dar continuidade à pratica de tocar violino.

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O amadurecimento na fé

Dom Aloísio A. Dilli – Bispo de Santa Cruz do Sul.

Caros diocesanos. Hoje vos saudamos como Jesus saudou os discípulos, após a ressurreição: “A Paz esteja convosco”! Em nossa vida cristã, certamente já nos damos conta que o processo de amadurecimento na fé é lento, mas pode e deve ser progressivo. Com os primeiros seguidores de Jesus não foi muito diferente.
Os apóstolos e outros discípulos e discípulas, desiludidos com a paixão e morte do Senhor, estavam frustrados em sua esperança messiânica triunfalista: “Nós esperávamos que fosse ele quem libertaria Israel… Então ele lhes disse: ‘como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Não era necessário que o Cristo sofresse tudo isso para entrar na sua glória’” (Lc 24, 21.25-26).
Vemos que nem tudo se resolveu imediatamente com um romper mágico do túmulo ou com o anúncio das mulheres, dizendo que o Senhor não estava na sepultura: “Contaram estas coisas aos apóstolos, mas estes acharam tudo isso um delírio e não acreditaram. Pedro, no entanto, levantou-se e correu ao túmulo. Olhou para dentro e viu apenas os lençóis. Então voltou para casa, admirado com o que havia acontecido” (Lc 24, 11-12). Os discípulos tiveram que passar por um longo processo de amadurecimento na fé da ressurreição. Para tal, é importante analisar a figura de Tomé, um dos doze: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei” (Jo 20, 25). Só mais adiante surge o ato de fé: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28).
O evangelista São João relata com três verbos – entrar, ver, crer – esse processo de crescimento na fé, ao narrar sua ida, junto com Pedro, à sepultura do Senhor: “O outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, também entrou, viu e acreditou” (Jo 20, 8). Sim, o Apóstolo que Jesus amava também entrou no verdadeiro mistério da morte e ressurreição, contemplou-o em sua profundidade e chegou à graça da atitude da fé. Antes, “eles ainda não tinham compreendido a Escritura segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos” (Jo 20, 9).
A aparição a Maria Madalena revela situação idêntica. No texto grego o autor usa três termos diferentes para o verbo “ver”: olhar, contemplar, crer. Inicialmente, significa o simples ato de olhar; depois, tem o sentido de olhar atentamente (contemplar) e só no final recebe o significado de crer: “Eu vi o Senhor!” (Jo 20, 18).
Enquanto os discípulos não chegaram ao ato de fé, Jesus continuou confundido com simples jardineiro (cf. Jo 20, 15) ou como único peregrino de Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu (cf. Lc 24, 18) ou ainda como visão de um espírito (cf. Lc 24, 37). Os olhos da fé dos discípulos estavam ofuscados, tinham dificuldades em ver além do Jesus Nazareno, que fora crucificado. Somente aos poucos conseguem reconhecer nele o Senhor, o Messias, o Mestre. Todos queriam sinais extraordinários para crer (cf. Mt 12, 38-40).Esse amadurecimento na fé repete-se na história com os apóstolos de todos os tempos. O processo de conversão é lento e exige perseverança.
A vida dos santos e das santas nos ensina isso. Agora chegou nossa vez de fazermos a experiência pascal em nossa vida, em nosso tempo para seremos também suas testemunhas (Lc 24, 48; Jo 20, 18). Que as celebrações do Tempo pascal nos ajudem no amadurecimento da fé cristã.

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Preste atenção

Aleovaldo de Oliveira – Morador de Linha Cinco.

Preste sempre bem atenção, pois, para você subir na vida, existe algumas fases pelas quais deve passar.
O principal que voce deve ter em mente são os dois degraus de suma importância nesta tragetória.
Eles são representados por dois verbos, que são: amar e servir. Jamais desanime na escalada dos valores da alma e procure sempre em todas as circunstâncias da vida amar ao próximo e a si mesmo, pois este é o embrião mestre, para subir na vida.
Estas são duas palavras chaves. Se não soubermos amar e servir, damos um passo para frente e dois para trás. Devemos amar e servir a todos e a tudo, para ajudar o máximo.
Lembre-se que o progresso do planeta age tão generosamente e sempre lhe devolve tudo de volta, auxiliando assim na evolução.

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Estamos condenados a viver no terror

Irma Lau – Bacharel.

É uma pergunta que todos os cientistas atuais se fazem. E também já fora feito nos anos de 1956 ao constatar as constantes experiências atômicas que foram manchetes em todos os jornais do nosso planeta. Pois conforme a “Münchener Ilustrierte”, já em 1956 deixou o mundo perplexo com a potência da h- bomba atômica e o que já causou! Pois uma única Bomba pode produzir 100 milhões de toneladas de pó Rádio – ativo e lançar na atmosfera, e as correntes de ar e vento podem espalhar este pó mortal numa altura de milhares de Km. E podem chover este pó mortal e desgraça! Os físicos imponentes do Oeste e Leste não cansam de chamar a atenção sobre este perigo Atômico. Porém os políticos dentre de suas posições sentem-se impotentes unir-se sobre esta posição difícil. E conforme Albert Einstein; esta realidade pode agravar o desastre, e, pode agravar a realidade de destruição do nosso planeta!

Porém a humanidade dentre de sua evolução está praticamente dependente desta Energia Atômica. Pois as energias clássicas como carvão, água, óleo e gás do subsolo não poderão mais satisfazer as exigências diárias do nosso planeta.E a lacuna da necessidade de energia desperta a concordância de aceitar a fonte de energia conhecida mesmo com altos riscos!

A União Soviética desde 1956 já instalou nestes anos a famosa Usina Atômica que já em 1986 explodiu semeando mortes e desgraças! Esta Usina produziu em capacidade 2 ½ milhões de Kwatz ; a qual em 1986 causou a grande desgraça de “Tschernobyl”. Infelizmente dentre de 20 e 30 anos o Planeta todo sofrerá carência de energia, assim estamos dependendo desta perigosa energia, e, uma parada dentre desta pesquisa seria o fim da pesquisa espiritual atômica da humanidade, pois, as pesquisas não deverão não somente trazer conhecimento, mas sim proveito e ganho. A energia Atômica atualmente é o único substituto sobre nosso carvão que deverão ter outro aproveitamento. No entanto mesmo com outras fontes de energia como o Sol, Estrelas etc, são bem mais fracos, considera-se então que a Energia atômica é uma necessidade! Pois sem a Atômica não haverá as outras!

Assim a física colocou a humanidade perante uma decisão única: Desenvolvimento social e espiritual ou decadência! Obrigações, tarefas dos físicos e missões são; é difundir, esclarecer o mistério desta ação! Pois não haverá garantia mesmo com construções modernas e experiências atômicas espelham o potencial político de um pais. E aonde o pó mortal se espalha se criam doenças em massa e surtos incontroláveis e estas doenças mortais podem surgir após muitos anos, o perigo de contaminação poderá levar anos e anos! E as construções modernas são as primeiras a serem atingidas. Idem um chão contaminado com plantio de alimento transmitirá sem percepção.
Porém o mundo em atual situação não possui defesa verdadeira contra esta realidade mortal e aonde a demonstração de poder se manifesta, olhamos com temor e medo para nosso futuro e nos perguntamos, estamos perante uma auto destruição?

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Agradecimento

Aleovaldo de Oliveira- morador de Linha Cinco.

Primeiro eu agradeço a Deus, pela passagem do meu aniversário, que aconteceu no dia 10 de março. Neste dia, completei 83 primaveras.
Agradeço ao pai por todos os dias que já vivi até hoje, pelo ar que respiro, pela vida que é um presente que Deus nos dá.

Agradeço por tudo o que temos e conquistamos até hoje. Em segundo lugar, agradeço pelas pessoas que vieram passar o dia tão especial comigo. Agradeço ao padre Guido de Herveiras, ele é umapessoa sensacional. Porque cada pessoa é diferente uma da outra.

O importante é a gente saber acreditar que cada um é do seu jeito de ser, uma pessoa especial.  Quanto ao padre Guido, ele é um homem de muito conhecimento e sempre tem uma resposta para cada questionamento. O padre Guido gosta muito de visitar as famílias, os doentes e os idosos, ele não acha difícil é uma pessoa muito comunicativa, ele sempre acompanha ps meus textos que são publicados neste jornal.  Deixo aqui, meu agradecimento ao padre e a todos os leitores.

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Criador de Sonhos

Michele Eduarda Bohrz – Estudante do Ensino Médio.

2018, 2º ano do ensino médio, aula de sociologia, e a seguinte situação: falar sobre uma profissão das diversas de nosso mundo. Pois bem, não acho isso algo fácil de se falar. Porém para cada problema uma solução, Começo falando dos agricultores, se não fosse por eles, ninguém teria o que comer pela manhã, nem pelo resto dos dias. Se as pessoas da cidade não consumirem os produtos, irá afetar aos produtores. Pois agora pensem comigo: como o alimento chega até os mercados? Sim, para que cheguem, é preciso de um caminhão, alguma empresa que faça o transporte.

Então, eu além de super admirar aos médicos que salvam milhares de vidas, a faxineira que deixa nossa casa limpa e organizada, aos professores que nos ensinam, educam e nos garante um bom futuro, eu prefiro admirar ao caminhoneiro, meu pai por exemplo, eu o admiro e tenho orgulho de seu trabalho. Sair aos domingos e chegar nas sextas, se preocupando para onde e que horas terá de sair, não é simples assim. Você sabe que tem o dever de levar a mercadoria, e que ela deve chegar ao seu destino final, sem defeitos.
A profissão de caminhoneiro sempre foi de extrema importância para a economia do Brasil. Agora olhe para seu redor e me descreva o que você está vendo: comida, roupas, carros, celular, sapatos, etc. Já parou para pensar que tudo isso que falamos, passou por um caminhão? Muitos caminhoneiros passam muito tempo nas estradas, me refiro à semanas e até meses.

Isso porque além da enorme extensão do país, ao descarregar sua carga em determinado local, o caminhoneiro é obrigado a esperar uma outra viagem no sentido que pretende voltar, pois somente assim, valem a pena viagens tão longas e cansativas. Além dos custos com as viagens, é claro. É muito importante na rotina dos caminhoneiros buscar cargas que estejam de acordo com suas exigências se preocupando sempre com: 1- Local em que o caminhão será carregado. 2- Local de entrega. 3- Preço do frete. 4- Possibilidade de cargas para retornar. Além de trabalharem muito e ganharem pouco, eles se arriscam pelas estradas, com altos perigos.

Me refiro aos acidentes, e aos roubos. E apesar de tudo, não tem um lugar seguro para passarem a noite, nem um chuveiro adequado para tomar seu banho. E também, não se esquecer da SAUDADE. Ter de ficar longe da família, longe de sua amada e de seus filhos. Mas saber que a Santa protetora está por sua guarda.

Apesar de todas as situações, o que lhes move é o sonho de conhecer o mundo, sem ter aquele emprego fixo. É viajar de norte a sul e de leste a oeste. O que vale é as novas amizades, e aos diversos novos conhecimentos. É só Deus saber quando que irá chegar em casa, e como dizem: “Deus é dono do mundo, e o caminhoneiro é filho do dono”.

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Todo dia é dia da mulher

Alunos da turma do 8˚ ano da E.M.E.F. Maurício Cardoso

Por que Deus criou as mulheres?
Quando Deus criou as mulheres.
Pôs especial atenção.
Para gerar coisas preciosas.
E confortar o coração.

Deu-lhes olhos brilhantes,
sorriso marcante
e um coração gigante.
Um dia é pouco.
Todo dia é o dia da mulher!
Vocês que lutaram tanto pela sua liberdade,
e sua própria identidade.
Vocês que lutam profissionalmente,
para ser valorizadas e respeitadas.
Vocês que já ocuparam um espaço,
na fábrica, na escola e na empresa.
Deus as fez guerreiras,
para lutar por liberdade,
com muita importância e humanidade.
Hoje vocês podem olhar para trás.
E ver tudo o que conquistaram.
E, com toda a certeza, Deus sorriu quando criou vocês.
Porque sabia que tinha criado
O amor e a felicidade.
De todo ser humano.

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Quaresma e o tema da aliança III

Dom Aloísio A. Dilli – Bispo de Santa Cruz do Sul.

Caros diocesanos. A quaresma vai adiantada e a Páscoa se aproxima. Já refletimos, em programas anteriores, sobre a Campanha da Fraternidade, com o tema: Fraternidade e superação da violência, tendo como lema: Em Cristo somos todos irmãos (Mt 23,8); da mesma forma temos acompanhado a temática da aliança de Deus com seu Povo, a partir das leituras da liturgia da Palavra, em quatro domingos da quaresma. Hoje continuamos a abordar o tema da aliança no 5º Domingo deste tempo especial de penitência e de conversão de vida.

Quinto Domingo da Quaresma: Na primeira leitura (Jer 31, 31-34) o profeta Jeremias, com palavras consoladoras, dá esperança de retorno ao povo exilado, anunciando nova e definitiva aliança, não como as anteriores, que muitas vezes fracassaram: “Porei a minha lei nos seus corações e a imprimirei em suas mentes. Então serei o seu Deus e eles serão o meu povo… Perdoarei a sua culpa e não lembrarei mais o seu pecado” (Jer 31, 33-34). Já percebemos que o evangelista São João vai anunciando a paixão de Jesus com diversos símbolos: o templo destruído e reconstruído, símbolo de seu próprio corpo, morto e ressuscitado; a serpente no deserto, elevada na haste e que cura, símbolo da cruz salvadora; e o grão de trigo, que precisa morrer para frutificar.

O evangelho deste domingo (Jo 12, 20-33) revela claramente que chegou “a hora” de Jesus ser elevado (glorificado); não se trata da hora cronológica, mas o tempo da salvação a ser realizado em Cristo: se o grão de trigo não cair na terra e morrer, ficará sem fruto. Mas se morrer dará frutos abundantes. Jesus faz um convite ao seguimento nesse doar a sua vida, prometendo que onde Ele estiver, lá estará também o seu discípulo. Jesus termina dizendo que, ao ser elevado, vai atrair todos a Ele, manifestando sua infinita misericórdia salvadora.

A segunda leitura do dia (Hb 5, 7-9) deixa claro que Jesus é o cumprimento da promessa da aliança nova e definitiva, pois sua obediência ao Pai foi total. Por ele o pecado é destruído e assim torna-se fonte de salvação eterna para todos que lhe obedecem, em todos os tempos e lugares. Também para todos nós.

É com este espírito de conversão e busca de nova vida que nós caminhamos para a Semana Santa, centro da história da salvação. Como “Irmãos em Cristo” (Mt 23, 8) pelo Batismo, de certa forma, vamos todos com Ele para Jerusalém, a fim de participar da sua Páscoa, que vai tornar-se, portanto, também a nossa: passagem da morte para a ressurreição. Nesta Páscoa, Jesus sela com o Pai e conosco, no alto da cruz, a nova e eterna aliança, no seu sangue derramado para nossa salvação.

Em todas as celebrações da santa missa, nós evocamos esta aliança, no momento da consagração: “Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim”. Por isso, a Igreja ensina que cada sacrifício eucarístico é uma celebração pascal: memória da Páscoa do Senhor. E nós confirmamos isso, após a consagração: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”!

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O preconceito aos militares

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves -dirigente da Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo.

Em recente entrevista, o presidente Michel Temer falou sobre a existência de preconceito contra os militares e afirmou que eles deveriam participar mais da administração pública. A fala ocorreu no contexto da nomeação do general Souza Braga como interventor da segurança pública no Rio de Janeiro, e ensejou a manifestação do general Augusto Heleno, ex-comandante das forças brasileiras na missão da ONU no Haiti, em evento da última quarta-feira, dia 7, na Escola Superior de Guerra. Segundo o general, hoje na reserva, os militares passam a vida inteira estudando, são mal aproveitados e ainda sofrem preconceito. “O país luta contra todos os preconceitos, menos contra esse” – disse, recebendo aplauso da plateia composta por 300 militares e acadêmicos.
Ressalte-se que esse preconceito, infelizmente, tornou-se lugar comum no Brasil redemocratizado. Os que se confrontaram os militares de 64 e foram por eles vencidos, presos ou até exilados, voltaram depois da anistia e se empenharam na desconstrução do militar. Em pregação ideológica, tentaram (e ainda tentam) colocar nas costas do militar de hoje a problemática e os denunciados excessos daquele período. Vem daí o clima de rejeição criado ao militar indistintamente e, principalmente, a permanente contestação contra as ações das polícias militares que nos últimos anos tem levado à represália dos bandidos que, defendidos incondicionalmente por instituições ideológicas, partem para o revide e o vandalismo. Deu no que deu e hoje se torna necessária a intervenção, que não deve ficar só no Rio de Janeiro, pois existem muitas outras áreas conflagradas no território nacional.
É preciso acabar com a hipocrisia. Durante o governo militar ocorreram excessos de ambos os lados. Vivemos uma guerra urbana e até a guerrilha, onde o governo defendia sua posição e os opositores tinham objetivos diversos, inclusive a implantação de uma ditadura de esquerda. A Anistia foi a forma de pacificação encontrada no começo dos anos 80 e perdoou a todos. Mas a narrativa dos vencidos que anistiados voltaram à atividade política, é voraz contra os militares. É importante lembrar que, passados 33 anos do fim do regime militar (1985), muitos dos militares de então já estão mortos e todos os vivos já foram para a reserva. Temos uma nova geração fardada após a redemocratização, toda voltada para o profissionalismo e o cumprimento da missão militar.
Já passou da hora de, pelo simples fato cronológico de os militares que combateram a luta armada e a guerrilha dos anos 60 e 70 já terem morrido ou, na melhor das hipóteses, estarem vivos com idade avançada, os seus detratores os deixarem em paz. Aqueles fatos hoje já se encontram cobertos pela poeira da história e superados pela Lei da Anistia que, na época, todos aceitaram e até queriam mais abrangente. Chega de preconceito! Vamos aproveitar o que os atuais militares têm a oferecer de serviços ao país…
Não vamos esquecer que, além de suas obrigações de caserna, historicamente, os militares possuem, ao longo da historia, uma larga folha de serviços prestados à sociedade. Grandes exemplos são as incursões do Marechal Rondon pelo interior na implantação da comunicação telegráfica e pacificação indígena e, entre outros, as obras que os batalhões de engenharia, ao longo dos anos, tocaram em todo o país integrando regiões antes isoladas.

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Aprenda a repousar

Aleovaldo de Oliveira – Morador de Linha Cinco.

Aprenda a repousar sua mente. A mente tambeém cansa, por isso muitas vezes ela não pensa direito.
Digo por experiência própria. Fiz um tratamento de saúde há pouco tempo atrás, pois passava muito tempo quase sem dormir.
Eu, não tinha sono, logo ele que é tão importante, agora tudo o que era negativo, pisei com o pé em cima e só peguei e fiquei com o positivo.
Depois que fiz isso, tudo melhorou e se encaminhou. Graças a Deus!

Chegou num ponto que eu não conseguia mais ler, nem escrever.
Sobre repousar a mente, é necessário fazer o exercício da Higiene Mental, para conquistar cada vez coisas e ter mais energia vital e vigor para realizar as coisas do dia a dia.
O cérebro quando está cansado turva o pensamento. E, o pensamento é a maior força criadora que existe sobre a terra.
Então a dica que eu deixo é para você repousar o cérebro, para pensar positivamente, fazer as melhores escolhas e ter mais alegria na sua vida.